Iemanjá: significado, história e tradições na Umbanda e no Candomblé
Orixá do mar na tradição brasileira, mãe de muitos orixás e “dona das cabeças”.

Quem é Iemanjá
Crença / interpretaçãoO nome deriva de uma expressão iorubá que significa “mãe dos peixes”. Na África, seu culto está ligado a rios; foi no Novo Mundo que ela assimilou o mar. É entendida como a grande mãe, amorosa, cuidadosa e forte como a água que a representa.
História documentadaSegundo a bibliografia consultada, seu culto principal na África se estabeleceu em Abeocutá, às margens do rio Ogum, após migrações forçadas. No Brasil, é um dos orixás mais populares e é celebrada em grandes festas públicas.
História documentadaAs festas mais conhecidas incluem o presente de Iemanjá no Rio Vermelho, em Salvador, em 2 de fevereiro, e celebrações em 8 de dezembro, associada ao dia de Nossa Senhora da Conceição. As datas variam por região e comunidade.
Olokun e Iemanjá
Ensino de casa ou vertenteNa África, Olokun é o orixá do mar e, em algumas tradições, mãe ou pai de Iemanjá. No Brasil, Olokun é pouco conhecido, e Iemanjá ocupou esse lugar nas águas salgadas.
Uma leitura na Umbanda Sagrada
Ensino de casa ou vertenteUma organização da Umbanda Sagrada apresenta este Orixá, associando-o a geração e amparo da vida. É uma interpretação de vertente, não um fundamento confirmado da CASA PAI ROGERIO. Não deve substituir as narrativas iorubás nem ser tratada como correspondência universal.
Crença / interpretaçãoA página-fonte também apresenta cores, pedras e ervas de sua tradição. Não as reproduzimos como tabela de receitas. Nome popular de uma planta, associação religiosa e segurança de uso são questões diferentes; uma correspondência não autoriza ingestão ou tratamento de saúde.
Iemanjá encontra passagem para o mar
Narrativa tradicionalEm uma versão tradicional atribuída a Verger, Iemanjá é filha de Olokum. Depois de deixar Ifé e chegar a outra região, aceita casar-se com Okere sob a condição de que ele não ridicularize seu corpo. Quando a condição é rompida, ela decide partir.
Narrativa tradicionalUma garrafa dada por sua mãe se quebra durante a fuga, e suas águas formam um rio. Okere tenta bloquear a passagem assumindo a forma de uma colina. Iemanjá chama Xangô, e o raio abre caminho para que as águas alcancem o oceano e a morada de Olokum.
Narrativa tradicionalEssa versão explica a relação da divindade com rios, maternidade e mar por meio de mudança, autonomia e proteção. Não é um mapa histórico nem uma regra de parentesco válida para todo panteão de qualquer tradição.
Crença / interpretaçãoO texto é recontado sem cantos, fórmulas de chamada ou lista de oferendas. A quebra de respeito no casamento não é romantizada. Nenhuma ligação religiosa com maternidade é apresentada como garantia de gravidez ou parto seguro.
Narrativa tradicionalIemanjá, dona das cabeças
Num dia em que todos os orixás deveriam atender a Olodumarê, Iemanjá estava matando um carneiro quando Exu a avisou. Sem tempo de preparar um presente, levou a cabeça do animal como oferenda. Era a única a trazer algo, e Olodumarê disse: “cabeça trazes, cabeça serás”. Por isso é a senhora de todas as cabeças.
Narrativa recontada em resumo, com palavras do site. Existem variações entre casas e tradições; a atribuição bibliográfica, quando disponível, aparece no fim da página.
Perguntas frequentes
Por que Iemanjá é tão popular?
As festas públicas, a presença na música e na literatura e o arquétipo materno contribuíram para isso.
Todo mundo veste branco em 31 de dezembro por causa de Iemanjá?
O costume do réveillon na praia, com roupa branca e oferendas ao mar, está ligado à devoção popular a Iemanjá em várias cidades, mas as práticas variam e não são regra religiosa.
Referências bibliográficas
- PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
- VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás. Salvador: Corrupio, 1997 (obra citada nas fontes consultadas; consulte a edição de sua preferência).
Revisão editorial: rascunho informado, sem revisão por especialista · Atualizado em 2026-10-13