Ciganos e ciganas na Umbanda: o povo andarilho no imaginário umbandista
Linha que representa o povo andarilho, com origens diversas, e que a bibliografia analisa como símbolo de marginalização histórica.

O que dizem as fontes
Ensino de casa ou vertenteSegundo Barros, os ciganos da Umbanda representam o povo andarilho, sem destino fixo, e são descritos como espíritos livres, alegres e festeiros, que gostam de música e dança. Suas origens, nos relatos, são diversas: Índia, Espanha, Portugal, Hungria, Marrocos e outras.
Ensino de casa ou vertenteO mesmo autor notou que ciganas aparecem mais do que ciganos nas giras e que sua atuação é mais associada a artes divinatórias fora do espaço das giras. Também analisa que os ciganos reúnem uma categoria de marginalização histórica (nômades, estrangeiros, hereges), e que sofrem preconceitos semelhantes aos dirigidos aos Exus e às Pombagiras.
Crença / interpretaçãoO site trata essa linha como uma figura do imaginário religioso. Não é uma descrição do povo cigano real, que tem história e identidade próprias e foi e é alvo de preconceito.
Caminhos e vínculos
Ensino de casa ou vertenteO relato também relaciona lembranças e saudade à vida espiritual dessa linha. Não identifica, porém, uma biografia verificável para cada nome. Não inventamos aldeia de origem, nacionalidade, casamento ou data de morte para preencher uma ficha.
Crença / interpretaçãoPovos ciganos reais têm histórias e identidades diversas. A linha espiritual não deve ser usada para lhes atribuir poderes inatos, um modo único de viver ou uma relação obrigatória com adivinhação. O site não realiza leitura de cartas ou previsão.
Referências bibliográficas
- BARROS, Sulivan Charles. As entidades "brasileiras" da Umbanda e as faces inconfessas do Brasil. Anais do XXVII Simpósio Nacional de História (ANPUH), 2013.
Revisão editorial: rascunho informado, sem revisão por especialista · Atualizado em 2026-10-13